segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ESP/RS participa de congresso e seminário de interculturalidade e saúde dos povos indígenas

ESP/RS participa de congresso e seminário de interculturalidade e saúde dos povos indígenas
















A Escola de Saúde Pública (ESP/RS), em parceria com a Secretaria Estadual da Saúde (SES/RS) e o Museu Antropológico do Rio Grande do Sul, promovem o I Congresso Latino Americano de Povos Indígenas e Interculturalidade, VIII Seminário Povos Indígenas e o Estado Cultura Direitos e Sistemas de Saúde. Para o evento, que ocorre nos dias 8, 9, 10 e 11 de outubro, foram organizadas rodas de conversa, palestras, oficinas e apresentações artísticas com a finalidade de potencializar a promoção do diálogo com o povo indígena e não-indígena, incluindo agentes públicos, pesquisadores, estudantes universitários e Organizações Não Governamentais. O objetivo é ampliar a interlocução e o debate entre os diversos públicos participantes do evento.
A ESP/RS será representada na roda de conversa “Povos Indígenas, Educação Popular e Saúde Mental” pela psicóloga Patrícia Robinson, na quarta-feira, 8, das 14h às 17h, na Casa de Cultura Mário Quintana , na Rua dos Andradas, 736, – Centro Histórico. A servidora Neidi Friedrich participa do painel “Sistemas de Saúde, Interculturalidade e Medicina Tradicional”, na quinta-feira, 9, às 9h, no Auditório dos Correios, Rua Siqueira Campos, 1100,– Centro Histórico.
A abertura oficial acontece na terça-feira, 8, às 9h, no auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, na Rua dos Andradas, 1223 – Centro Histórico. As inscrições podem ser enviadas para os e-mails museuantropologico@gmail.com ousecacademica@saude.rs.gov.br, a partir do preenchimento do formulário em anexo. O evento será aberto ao público e as inscrições são gratuitas.


*******Participamos de uma Etapa do I Congresso Latino Americano Povos Indígenas e Interculturalidade VIII Seminário Povos Indígenas e o Estado culturas Direitos e Sistemas de Saúde. Promovido pela Escola de Saúde Pública/Governo RGS. com diversos apoios-Museu UFRGS...
Em um depoimento pessoal, muito antes de qualquer colocação, cumpre dizer que quando nos referimos ao Universo Indígena de Alta complexidade e SAÚDE (que foi a temática que ontem escutamos de diversos colaboradores Acadêmicos,Participantes Indígenas de outras localidades, Brasil e América Latina)vale reforçar que existe MUITO Á SE PERCORRER,pois a Medicina Tradicional e a "Medicina" Convencional, contemporânea, devem INTERAGIR Muito mais! Há um longo e DESAFIADOR caminho pela frente.
A Medicina tradicional avalia um paciente desde sua Alma, como UM SER em sua mais alta complexidade(ESPÍRITO, MENTE,ALMA, CORPO...)a Medicina Convencional, analisa a partir de UM ÚNICO PONTO,um órgão, ou mais Órgãos, porém não se preocupa em ANALISAR A ALMA, o ANTES que possa ter ocasionado por exemplo um "SUSTO", em alguém e NESTE SUSTO, parte da ALMA ficou aprisionada(uma análise que os PAJÉS- KARAÍS, Kuiãs...CURADORES na A ALDEIA), Fazem com GRANDE PROFUNDIDADE e que num futuro, aquele SUSTO, poderia (ou poderá) se tornar uma enfermidade FÍSICA, como um APENDICITE...ou outras PATOLOGIAS.
A Medicina TRADICIONAL tem MUITO À CONTRIBUIR! O Parto Humanizado (parto TRADICIONAL), e É UM DIREITO QUE ESTÁ ASSEGURADO NA CONSTITUIÇÃO, que os INDÍGENAS TENHAM ESTA SEGURANÇA,mas Não ocorre, na PRÁTICA,bem sabemos das INFINITAS PROBLEMÁTICAS QUE LEVAM VIDAS E VIDAS, de CRIANÇAS, DE JOVENS, DE AVÓS, nas Comunidades em geral, seja Brasil ou nas Américas).
Aspectos como Medicina TRADICIONAL E os preconceitos que EXISTEM nas análise SOCIAIS, POLÍTICAS,etc...EMBARGAM, ALGEMAM, LIMITAM que os INDÍGENAS RECEBAM em IGUAL CONDIÇÃO com demais "PESSOAS", UM ATENDIMENTO PELO SUS, condizente com suas TRADIÇÕES, também!
Tanto em postos de Saúde, como nos Hospitais...
O ASSUNTO VAI LONGE!
Sempre é um APRENDIZADO e uma longa TRAJETÓRIA a se CUMPRIR.
Falando em testemunhop pessoal aqui, pois há muito tempo,de maneiras diretas e indiretas, vivencio o que acontece nas comunidades e Buscamos GERAR VISIBILIDADE, procurar PROMOVER Também uma maior INTERLOCUÇÃO.
O que fica sempre claro, é que MUITO se tem a PERCORRER, pois a "Formato", Acadêmico e Formato Indígena são DIFERENCIADOS, mas NÃO deveria haver um impedimento a TROCA DE SABERES, que decerta forma, vem ocorrendo,mais AINDA "lentamente",em nosso ponto de vista,por INFINIDADE DE FATORES que vão desde A "Linha Tenue e OSCILANTE", GOVERNAMENTAL, em suas mais diversas instâncias, bem como a própria vontade que isto ocorra, por parte das Comunidades em Geral...
Há que se TTRILHARestes caminhos também para SE SENTIR E CONHECER, um pouco mais...Liana Utin Guassu e Yvy Kuraxo*******






sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Neste Hoje e Sempe, DIA DE LA PACHAMAMA- Tierra, TERRA Yvy -AGUYJEVETE!


MADRE  TIERRA-Mãe Terra,MÃE...

Hoje, sempre, Dia  de  La  Pachamama.Somos  filhos(as) desta  Madre, desta Mãe.

Em definitivo, nos  reconheçamos, nos  Respeitemos, dentro de  cada  Sagrado Modo de SER.
Nestes tempos  onde  já  não se  "SUPORTA" tantas  Injustiças, agruras e  aprendizados  mais que  dolorosos, Reflitamos...

Porque  afinal  nos  auto-discriminamos?Porque  ainda  se  vivenciam tantos  choques  Culturais, Tradições  de  lá e  de cá,seja  no Oriente, ou Ocidente e  em Latino América?

Porque?

Que  possamos  em DEFINITIVO Mirarnos(Encarar-nos),uns  aos outros  como  irmãos, semelhantes  em suas mais  ricas  diversidades,mas  não ADVERSIDADES!

Que  possamos  REFLETIR...

Desde  Ajer(Ontem) Hoy-Hoje y Siempre(Sempre), assim possamos estarfirmes  nesta dança  RE-UNIFICANDO, jamais  SEPARANDO.

Agregando, Jamais  RECHAZANDO!

Mucha  Luz, Paz 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Texto mais que ATUAL- Data Original 2008

"POVOS"-  Nações  INDÍGENAS 

COM PROFUNDO RESPEITO AOS NOSSOS ANCESTRAIS











Por Liana Utinguassú
Escritora
Servidora /Presidência Oscip Yvy Kuraxo(Voltada aos Povos Indígenas)

          No  que diz respeito aos Povos(Nações) Indígenas, muito se fala, se critica, se discrimina,  pouco se sente  e  o desrespeito é constante.
        Me pergunto frequentemente: “O que mudou”, desde o descobrimento do Brasil?         Aliás  a primeira pergunta é: Como poderiam  descobrir se por aqui já estavam nossos ancestrais?
          
        A Constituição de 1988 é um  de  divisor de águas aqui..Muitos esforços dos povos indígenas , organizações não governamentais,antropólogos,Parlamentares e demais simpatizantes na causa se mostravam  empenhados em resguardar os direitos dos Povos Indígenas, mas parece que nada avançou na prática, porque constantemente vemos o não índio atribuir julgamentos cruéis aos nossos parentes indígenas. Não consigo entender quando escuto: “Os índios não precisam de Terra, já tem demais”, não necessariamente nesta ordem, mas as frases se seguem neste contexto por aí à fora. Outros dizem: “Os índios são  violentos, selvagens” (referindo-se  aqui ao episódio   exibido na TV Globo, quando o engenheiro da Eletrobrás foi atingido com golpe de facão pelos Kaiapós). Também escuto que índio que é índio não vem para cidade, que  os descendentes não  merecem ser reconhecidos como  índios, que os índios que estão na cidade são qualquer outra “coisa”, já se  envolveram com o Juruá(não índio).
            
          Tenho escutado muito e tenho visto poucos dedicarem um segundo para reflexão , para  procurarem olhar sob a ótica do indígena .
            
         Os  indígenas  são seres humanos ,para quem ainda questiona. Em sua maneira de ser e viver guardam  sabedoria, prudência e uma inteligência suprema no trato com à Mãe Terra e  no  respeito aos seus irmãos representados em  toda natureza.Eles  sempre conheceram e conhecem como preservá-la, mas o  não índio parece ignorar o valor destes povos e o expulsam de sua morada sagrada como insetos.Com todo respeito aos insetos, nossos irmãos, sabemos que  os índios não são desta espécie, mas a respeitam.
            Estes povos  taxados de ignorantes, incoerentes, desorganizados, preguiçosos, incapazes , são  jogados costumeiramente à beira das estradas por aqueles que deveriam honrar a palavra  e deixá-los viver em paz. Estes povos  morrem de forma brutal , carregando marcas seculares em suas almas e continuam morrendo  e renascendo sem que muitas vezes a sociedade do não índio saiba e  lhes dê atenção devida, pois   afinal, estes povos estão  no passado ou nunca existiram para o não índio.
           
            Alguns dizem que índio “verdadeiro” não existe mais e me pergunto: “Onde está o ser humano verdadeiro?” Será que  um dia existiu? Acredito que povo sem consciência ainda é pior que povo sem memória, então por isso devemos refletir : “Quem fomos, quem somos, e que estrada estamos trilhando.”
               
                Quem será  que sabe mais sobre  como preservar a Mãe Terra? Onde estaremos daqui há alguns anos? Dadas as seqüências de catástrofes climáticas, o galopante desmatamento e ocupação da Amazônia, ao lixo acumulado no fundo do oceano pelo progresso do homem ,aos aumentos na produção de gases e do efeito estufa, acredito que todos estamos  no centro de um furacão que irá nos conduzir  ao resultado de  tudo que aqui plantamos. E  mais uma pergunta surge: “Quem foi mais selvagem?  Quem agiu de forma mais incoerente? Quem foi preguiçoso, violento? Incapaz?
               
                Nossos parentes indígenas  jamais desistirão de cuidar da Terra, eles não a vendem, nem por todo ouro deste mundo! A Terra  tem todo tempo, ela  seguirá seu curso, mas e nós? Temos  todo tempo? Com certeza que não. Não sei se estaremos aqui, amanhã, então respeitemos aqueles que deveriam ser  para nós os exemplos de maior sabedoria à ser seguido. Busquemos honrar  respeitar  suas leis que  são  verdadeiramente lúcidas, sensatas e  altamente democráticas, pois não há imposições, todos  colaboram e os  pajés, que são lideranças espirituais chefes respeitados,trabalham firme  para o bem de toda comunidade. Assim eles caminham.. Cuidam das crianças, dos mais velhos, com carinho e respeito, portanto quaisquer falas  sobre estes povos sem conhecê-los no seu modo de ser, será um julgar pelas leis do  não índio que cada vez mais se perde  por não honrar  aos seus ancestrais e jogar palavras ao vento.
                 Recentemente  vimos mais uma avalanche de  violências contra   nossos Parentes.Aqui  no Sul, tivemos a prisão de um Cacique  Mbyá Guarani (Santiago) da  comunidade de Eldorado do Sul.Foi algemado injustamente, e as famílias foram colocadas à beira da estrada por conta de uma ordem judicial inconstitucional, alegando que ali não era  terra demarcada dos  Mbyá Guarani e sim terras da FEPAGRO..Logo em seguida, em Camboinhas (Rio de Janeiro), vimos o horror  vivido pela comunidade Guarani  totalmente queimada  gerando  caos  entre sentimentos de medo, revolta, “guerra” que o não índio declara e o índio  percebe que está sendo caçado.Sim, caçado! Então pensemos como nos sentiríamos se acordássemos e víssemos nossas casas, nossas crianças, nossos parentes  correndo risco, o fogo consumindo e sem ter a quem recorrer.São tantos  acontecimentos tristes  e sem solução aparente que me pergunto: 

O que está acontecendo? 
                 
                 Será que o homem perdeu sua alma?O que dizer de crianças que morrem nas reservas, vítimas de bala perdida, vítimas de abusos de  todos os tipos? Na medida em que vamos citando um a um os casos, acredito que   não dá para ficarmos sem expressar  nosso mais profundo pesar, amargura. Mas,  sabem porque estes povos seguem em frente? Porque jamais, jamais  se pode  matar um espírito forte e Guerrero de verdade. Ele persiste, ele segue, renasce, se preciso, das cinzas.Assim foi , é e será. 
                  
                  Valores como: Respeito,Honra, Justiça e por que não dizer aqui, Gratidão, podemos encontrar  nas comunidades indígenas  e a carta do Chefe Seatle de 1854 ,nunca esteve tão atual. Abaixo citamos como reflexão uma parte da carta:
               


   “Se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada, 
como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o vento
que é adoçado pelas flores da campina. “

                  “Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. 
Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem branco
deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. “

                  “ Sou um selvagem e não entendo de outra forma. “

Liana Utinguassú  :Em Novembro de 2008 : Lançamento do Livro: O Chamado da Terra

O que Mudou?

Abaixo, Alguns REGISTROS  sobre  este  TEMA que  Não FINDA em acúmulos de  DESRESPEITO ,DESONRA, CRUELDADE, HOLOCAUSTO SECULAR! Brasil e  Américas-Mundo(Humanidade)  Tem um Débito  
mais que SECULAR

http://portalafricas.com.br/organizacoes-indigenas-e-indigenistas-se-negam-a-participar-das-audiencias-publicas-referentes-a-pec-215/

http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=7596&action=read

http://topicos.estadao.com.br/noticias-sobre-indios

http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?Itemid=79&id=316&option=com_content&task=view

http://www.abant.org.br/conteudo/ANAIS/CD_Virtual_26_RBA/grupos_de_trabalho/trabalhos/GT%2005/antonio%20brand.pdf

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/guarani-kaiowa/553







 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

OS INDIOS ENCANTADOS



Encantados

FONTE DESTA  INFORMAÇÃO:

http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kalanko/2053

http://desinformemonos.org/2014/03/trasposicion-del-rio-sao-francisco-amenaza-tierras-indigenas-en-brasil/

Os encantados são antepassados que enquanto estavam vivos se transformaram e se tornaram parte da natureza. Muitos, inclusive, estão associados a algum elemento natural, como por exemplo, o encantado Cinta Vermelha que está associado ao umbu.
Os encantados estão diretamente ligados ao sistema medicinal kalankó e atuam de forma a prevenir e curar doenças, entre outras coisas.
O indivíduo é procurado pelo encantado através do sonho ou durante uma consulta espiritual de Serviço de Chão. Em seguida, o encantado surge na forma de uma “semente” que pode ser uma pedra e até uma bola de gude. A “semente” deve ser zelada sempre, senão corre o risco de desaparecer. Os encantados que não possuem “sementes” na comunidade devem ser autorizados a trabalhar ali pelos seus respectivos “donos” (ou seja, a pessoa que tem um vínculo com o encantado).
A partir do momento que uma pessoa encontra uma “semente”, ela tem a obrigação de “colocá-la em trabalho”, isto é, fazer uma consulta espiritual para saber quem é o “dono da semente” e se é preciso “levantar o homem” [fazer a veste que o dançador usará no terreiro]. Nem todos os encantados são “levantados”, a maior parte deles não o é. Geralmente atuam em consultas espirituais (quando invocados) ou apenas zelam pela comunidade durante os Torés.
O grupo dos encantados é bastante dinâmico. Antigamente havia encantados como a Sereia do Mar que apesar de não possuir veste e não atuar mais no Praiá mantinha seus Torés na comunidade. Além da Sereia do Mar, existiam outros encantados que se destacavam no “tempo dos antepassados”: Manoel Brabo, Caboclo da Meia Noite, Caboclo da Imburana, Caboclo Xofreu, Lenço Branco, Mestre Bizunga e Quebra Pedra.
Cada encantado tem um número específico de músicas. Quanto mais cantos possuir, mais forte ele é. Os encantados mais fortes entre os Kalankó são Carro Branco, Sereno, Lambuzinho e Cinta Vermelha.
O mundo encantado se assenta em uma ordem hierárquica: comandante, capitão, dono de batalhão, mestre e caboclo. Os encantados do alto sertão alagoano também fazem parte de um sistema mais abrangente e acabam atuando em todas as comunidades indígenas do alto sertão nordestino.
Para os Kalankó, a “força encantada” decorre da presença e atuação dos encantados no terreiro. Esta força atua em três níveis: no Toré, quando a partir do canto, os encantos apenas observam o evento; no Praiá, quando a “força encantada” chega ao terreiro e é compartilhada com todos os dançadores; e no Serviço de Chão, quando é incorporada pelo cantador e, dessa forma, o encantado fala diretamente com os presentes.
A “força encantada” é fonte de coragem e proteção, mas nem todas as pessoas conseguem recebê-la, pois o corpo precisa ser forte.
 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

À Ti Mãe, Vocês Mães, Eterna gratidão, AMOR INFINITO




O que  dizer  no "Dia das  Mães"?

O que dizer á  ti,Mãe  ,Mães, Terra...

Não há  palavras  para  Agradecer  por quem nos deu e  dá, VIDA!

Nos  embala, Alimenta,  nos assiste, sempre, seja  como seja...

Todas  Nós, Mulheres, Filhas,Mães..Tendo ou não GESTADO, GERADO "Filhos", CARREGAMOS UMA MÃE DENTRO DE NÓS..

Não é?

Hoje aqui, destacarei  algumas  que me  abraçaram, ACEITARAM e  seguem SENDO...

AMOR  INFINITO!



           https://www.youtube.com/watch?v=ixzbCbR8wYQ



Mae Zulma

Kunha Tata Doralice-Txai


Txai Rosa Heck

Avós

FIGUEIRA





Medicina  Ancestral

ETERNA  GRATIDÃO a esta AVÓ

E  aos  Ancestrais

Rosa Heck , por   permitirem  também tão generosamente Inácio.
Raul F.R. Você  sabe...
Nossa Mãe se apresenta de  diferentes  formas...Precisamos apenas  estar ABERTOS á  SENTIR..

Filho...Não tenho Palavras  também a  AGRADECER por  me permitir  TER TE  GERADO.
Dia das  Mães, SÃO TODOS OS DIAS,assim como PAIS, CRIANÇAS...

Aguyje


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

S.O.S. Nas Aldeias- Ação em Solidariedade-Aldeia Lami-Viamão-Porto Alegre;RS


S.O.S. Nas  Aldeias Indígenas

Ação em Parceria com  Instituto Céu Renascer das  Águias

Fevereiro 2014-

Aos  que auxiliaram um dia, ontem hoje  e  sempre, possamos  prosseguir a  compor esta dança COLETIVA, por Um novo Amanhecer justo, coerente, igualitário onde o Direito a  Vida não seja  somente privilegio de  alguns.Sabemos que lidar neste Universo requer muito mais que  apenas  querer auxiliar!

Que  você possa junto  conosco compor em ritmo e  tempos acoes  em solidariedade.

Gratidão





Agradecemos ao Cel. Raul Fernando Regadas e  ao Céu Renascer das  Águias por não somente  se  envolverem nestas  acoes, mas  sim comprometerem-se em auxiliar.

A  Oscip Yvy Kuraxo, Coração da Terra busca  desde  sempre compor  acoes  de  rotina, alem dos projetos,pois lidamos  com GENTE desta Terra, com SER Humano que  necessita SIM de  apoio.

As  demandas nas  comunidades Indígenas  seja onde  seja, traduzem alta  complexidade e as  ajudas  oscilam, tanto a nível de governo como na  sociedade em geral.

Muitas  pessoas  questionam acoes desta  ordem. Classificam  como Acoes  prejudiciais e  assistencialistas.

Preferimos, antes  de  classificar uma  ação em si, SENTIR as  necessidades básicas  das criança ,avos e  todo um coletivo que  tem, secularmente vivido mais que UM HOLOCAUSTO.

O Instituto Céu Renascer das  Águias  reuniu 60 quilos de arroz ,26 de  feijão. 

Agradecemos de  todo Coração

Ipora ete Aguyjevete

Liana Utinguassu
Servidora Presidente Oscip Yvy Kuraxo

Aldeia  Lami-Mbya Guarani

Cacique-Roberto, Txeramoi, Kunha, irmas, parentes do Lami

Cacique Roberto e  Cel. Regadas-Céu Renascer das  Águias

http://www.ceurenascerdasaguias.com/


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Rolo Compressor -OPRESSOR


O que  transcrevo abaixo,como comentário de   "Final de Ano", tem sobretudo no universo Indígena a  maior essência  do SENTIR  desta  que  como vocês é  Filha desta Terra.






Desculpem a "Caixa Alta".

Sabemos que  nas  "Regras" ortográficas,não são bem vindas e alguns que leem aqui  me  reclamam  ,mas hoje peço licença para  assim deixar "tal como SENTI".



Teimam em RESISTIR  ,POR QUE EXISTIMOS  E  ASSIM SEGUIREMOS.








Mais um Ano se "encerra", CICLOS seguem ,dentro de um continuum movimento.Hoje, seguramente em "alguns veículos de comunicação" (GLOBAIS) serão passadas as RETROSPECTIVAS 2013.Ano marcado realmente por MUITOS MOVIMENTOS,Povo nas Ruas, Gritos silenciosos, GRITOS,"Justiça sendo mais que questionada",SER "HUMANO" sendo questionado..entre PERDAS E "DANOS", acreditamos que a Alma saberá e as veias da TERRA mostram o que é INSUSTENTÁVEL.

Não queremos aqui pormenorizar, tampouco SATURAR com palavras, mas afinal, AQUI VIEMOS, AQUI ESTAMOS e "queiramos ou NÃO", somos parte deste CENÁRIO onde não se pode ser "coadjuvante", porque todos estamos nesta CANOA, Barco, Nave, seja como seja, PERTENCEMOS A TERRA. "ELA" NÃO NOS PERTENCE!!

As Redes sociais serviram e "servem"para quem sabe possamos nos unir mais e mais, porém, ainda percebe-se que "muito se vive de APARÊNCIAS"..E AS APARÊNCIAS "não traduzem as realidades.

O "VIRTUAL" É VIRTUAL, não adianta ! Nada melhor que Olhos nos olhos, abraço ,silêncios FRENTE Á FRENTE..Amanhecer, anoitecer lado á lado, frente a um FOGO SAGRADO, escutando, sentindo..RE-AVALIANDO, ENTREGANDO..
Particularmente este ano nos trouxe MUITAS BENÇÃOS, porém também em contrapartida,nos mostrou "A DURAS PENAS" que AINDA estamos longe DE SOLUCIONAR AS TANTAS INJUSTIÇAS QUE SE REPETEM! OS TANTOS ABSURDOS, INTOLERÂNCIAS,INSANIDADES,
D E S R E S P E I T O S, IMPESSOALIDADES, ARROGÂNCIAS, PODER QUE JULGA E SUB-JUGA.PODER QUE MALTRATA, DESTRATA, E PISOTEIA SIM,Sob os ossos dos SEUS ANTEPASSADOS, ANCESTRAIS,SEM IMPORTAR SE SÃO CRIANÇAS, JOVENS, AVÓS..GENTE DESTA TERRA!!
Mas, queremos COMPARTILHAR AQUI DE "ALEGRIAS",NÃO QUEREMOS "PESAR" COM PALAVRAS! QUEREMOS SORRIR, AGRADECER POR ESTARMOS AQUI, VIVOS! POR SABERMOS QUE SEMPRE ESTIVEMOS ACOMPANHADOS(AS),DA MATA, DA NATUREZA, DA CRIAÇÃO, DE IRMÃOS(ÃS),mesmo que "DESCONHECIDOS", OUTROS, "BEM RECONHECIDOS".Queremos AGRADECER. Agradecer pelas NÃO DESISTÊNCIAS,PELOS ABRAÇOS e "NÃO ABRAÇOS". AGRADECEMOS Absolutamente TUDO,ou "NADA"..

Somos assim, CAMINHANTES, DE PASSAGEM POR AQUI, mas seguimos passos..SABEMOS NOSSO ANTES e Não temos pretensão de "QUERER SABER O AMANHÃ", mas PLANEJAR, COLABORAR para que SEJA UM NOVO AMANHÃ EM UMA TERRA SEM MALES.Assim percorri,assim percorremos..
Que Todos(as)POSSAM SENTIR-SE LITERALMENTE FRENTE Á FRENTE, DIANTE DESTE FOGO E ESCUTEMO-NOS.Se batermos TAMBOR PELA TERRA, CUIDEMOS TAMBÉM UNS DOS OUTROS, NOSSOS CORAÇÕES. Que possamos NUTRIR os melhores sentimentos. De nada adiantaria rezar, Tocar Tambor, Mbaraká, sem se quer NOS TOCARMOS, nos sentirmos, NOS APOIARMOS. Exercício constante nesta Sociedade ,MUNDO PRÁTICO "REAL". Apenas um sentir de uma irmã, simplesmente UM SENTIR.
Nos dispomos a ESCUTAR, SENTIR, COMPARTILHAR aqui, mas CONCLAMAMOS A QUE UM DIA, possamos estar debaixo DA MESMA ÁRVORE..CANTANDO, DANÇANDO, JUNTOS!
Logo retornaremos..2014 VEM AÍ! SAÚDE, PAZ,AMOR ALEGRIA!
NÃO SE PODE IGNORAR OS TANTOS QUE JÁ SE FORAM, E OS "MUITOS" QUE ESTÃO POR IR...Porque Não se tem soluções IMEDIATAS para sanar ESTAS TANTAS INTOLERÂNCIAS, INSENSATEZ HUMANA QUE MANOBRA COM "VIDAS".REZAMOS..MAS NÃO NOS CONFORMAMOS, TAMPOUCO NOS OMITIMOS.JAMAIS!
UM RECOMEÇAR DE MUITA LUZ, CLAREZA, SABEDORIA, PRUDÊNCIA, INTELIGÊNCIA..Á TODOS NÓS!
São nossos Votos..RETORNAREMOS DIA 6/01/2014.ESTAREMOS SIM,TAMBÉM REZANDO .Dia 31/12/2013,Compartilhando no TEMPLO BUDISTA e depois,EM IMERSÃO NA TERRA, DIANTE DESTE FOGO, DA FIGUEIRA,COM IRMÃOS (ÃS) DESTA TRILHA SEM FIM...AGUYJEVETE.