terça-feira, 8 de maio de 2012





Bom Dia,Boa Tarde, Bons  Dias!


Dia  7/05/2012..Uma segunda ensolarada, uma brisa  fresca no ar..Reflexões, ensaios  que  venho buscando  fazer, sempre  que possível aqui neste espaço (blog).
Nunca  tive  a pretensão em me tornar  nada, tampouco Escritora, porém,”ensaio” ,como foi com Livro  “O Chamado da Terra”(Yvy Reñoi)   Publicado em 2008 e  desde então, sigo “ensaiando”  o segundo  Livro..e outros  textos aqui..ali.. Cada pessoa tem seu ritmo diário,com “variações”que  podem nos levar  para cá  e  para lá, dado grau de  necessidade, assim como o “rio” vai  seguindo seus cursos, ora  contornando pedrinhas, pedras maiores, rochas..gravetos, folhas,e   em épocas  atuais de  grande  “poluição” na  Terra que ainda tem que  lidar  com garrafas, sacos plásticos e outras  “cositas” mais, que “quimicamente” são  destrutivas. Mas, vamos  lá  aos  “ensaios”..

“Dia das  Mães”..
Nossa! São  tantos  dias, noites,afinal....,‘Ela”, nos  gerou  por  9  meses...gerou  toda  uma vida,”amamentou”, amamenta  até hoje, não é mesmo?Derrama  seu néctar da  vida  todos os dias, sinaliza  , treme muitas  vezes , derrama  suas  lágrimas (muitas  vezes em silêncio),desarruma-se e  arruma-se, colocando “ordem”  na casa, mas  sempre  vem “um ou outro  que “provoca  uma  “desordem”,ou ignora  sua  “face”.
Cada pessoa  sente e estabelece  sua relação  para  com sua Mãe e  para com a Terra, como  acredita  que  deve, porém, alguns  podem  dizer: ‘Mas, Mãe ,é  aquela  que nos gerou e  a  Terra, é  um “Organismo”  diferente...É  a  natureza  em sua ampla forma, infinitamente “indefinível”,porém, digo aqui que assim como somos “gerados” ,neste ato de  “Amor, entre   Mulher e  Homem e  que a Mulher, “gesta”, embala  em seu ventre,  Mulher/Homem, desta  mesma  forma, a natureza   assim gesta, gera ,embala, cuida, alimenta “sem limites”.
Não  consigo  entender um “Dia  das Mães”, posso até, buscar  “assimilar”  que   a”sociedade” assim tenha  estabelecido, para  sobretudo fomentar “as  vendas”...Mas,sinceramente,lá  bem no fundo da alma..”Quem  acredita”  que se  possa  resumir  Dia das  Mães, ou dos Pais, Amigos, Avós..em  “Uma  data”?
Também não quero parecer  antipática, ou  pretensamente  ter a  “verdade”aqui, mas   me  sinto  em condições  para  compartilhar de  sentimentos muito  profundos  que  como Mulher, Filha, Mãe, vivenciei e  vivencio.
Não  aprecio  manifestar-se  Amor, Gratidão, Respeito, somente  em “um dia”..e  percebo também que muitas  famílias, Mãe, Pais, Filhos, andam “Orfãos” de  sentir..sentir..sentir..
Por isto, hoje, mais que  nunca  e sempre, quero reforçar meu  Sentir...
Como filha, creio que  sempre  recebi  mais que bênçãos dos meus Pais e  de Mães  e  Pais  que  fui ao longo de  alguns anos, abraçando e  também que me  abraçaram, adotando-me  como sua  filha..Como  Mãe,sigo sendo agraciada  com o maior dos “tesouros”, ser Mãe e  caminhar  vendo  este  filho crescendo, galgando  seus degraus , revelando-se especialmente “Lindo”, nesta  trajetória de  vida,alegrando-me  em cada  novo amanhecer..sendo  este Novo amanhecer..
Como Mulher, redescubro-me  à  cada instante, amadurecendo  passos  e compassos, ritmos e  “ritmos”, Amando e  sendo Amada...
Como  filha desta Terra,pulso  com ela, vibro, amanheço, anoiteço, navegando entre  céu e terra, sentindo  cada “gestação”,cada parto, cada manifestação desta  Divina Natureza, Mãe/Pai!
Me  sinto nos lagos,rios, mares,oceanos...Me  sinto  presente em cada  Broto  por desabrochar em flor, me  sinto um grão  de  areia, me sinto..TERRA, FOGO,AR,ÁGUA..e  estremeço com ela, sacudo minha  cabeleira,Danço com a Lua,com Sol. Integro as  Montanhas  como  fortalezas que me ensinam a  ultrapassar,vislumbrando o “Vale” que  nos espera do “outro lado”.. Danço e aprendo a  dança  da  flexibilidade mágica  das taquaras (Taku’apu),Olho  para  as  Araucárias  e  vejo  majestosas  coroas  que  captam  e  transmitem o “saber antigo”..bem  como tantas  anciãs  do Reino vegetal..
Tenho tanto á  agradecer!Ainda muito por  aprender e compartilhar, espero..
Mãe,Mães..Ai..minha Mãe! Quantas seriam aqui as  palavras  para te  agradecer  ,mas  não alcançariam..porque meu AMOR É INFINITO e seguirei  buscando  fazer  o melhor,dentro do que  aqui vim cumprir.
Agradecendo e  reverenciando aqui à  Mãe Terra, á Criação,aos Ancestrais,à todas as  Mães,Mulheres,filhas(os)..Avós..
Felicitações  a quem  SENTE que  Todo Diaé dia de  celebrar  a  VIDA, Agradecer a Mãe, as Mães,aos Pais.

Aguyjevete
Mão,Mães!

EM Todas  as  Tradições,Culturas, formas de  expressão, ALI ÉSTÁS...MÃE!


 




Fontes  das fotos e  alguns  informes:



A  Situação da Saúde  Indígena  é um "CAOS".Aqui onde  vivo, ao SUL,a Tuberculose é altíssima e em outras  regiões, em meu ponto de  vista, NÃO vem sendo dada devida  IMPORTÃNCIA! Repasso  alguns dados.


Ore mitã ko ko'êtî (nossas crianças são o nosso amanhecer)
Ore mitã ko ore ko'êtî
Ore mitã omboheñói ore ko'êtî (Nossas crianças fazem "brotar" nosso amanhecer)

http://www.youtube.com/watch?v=8_nFJCXqFUI- Problemáticas dos despejos. brasil/américa  latina (caótica situação)
http://www.folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=100883- Aqui   também  a situação se  agrava  à  BEIRA DAS  ESTRADAS/ E  COM ALTOS  INDICES  DE TUBERCULOSE. 
http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2008/03/25/37152-indice-de-tuberculose-e-alto-entre-indigenas.html (DADOS  de  Anos  atrás, seguem sendo  uma "incógnita?) Para quem viveu  e  vive  em Aldeia, sabemos que as  águas, OS  ANIMAIS (GALINHAS  ESTÃO SEMPRE DOENTES),questões de  saneamento, alimentação,FALTA DE  ASSISTÊNCIA,entre  outras  "situações"  que  sabemos  serem "no mínimo,"intrigantes",diante do galopante  numero de Mortes  ocasionadas  por  estas  enfermidades..
No  ACRE, por exemplo,há  poucos meses, morreram 13  crianças  contaminadas  pelo ROTA VIRUS,e  os  números  vão SENDO  cada vez  maiores.(http://www.scielo.br/pdf/csp/v28n2/06.pdf)
http://www.comin.org.br/news/publicacoes/1330545885.pdf )Algumas  noções dentro do OLHAR KAINGANG) uma das  Etnias  RGS.)aprox.20.000
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=39974- 
  As tristes  e brutais  notícias de uma Luta sem FIM!
Há  um Etnocído e Genocídio sendo praticado, SILENCIOSAMENTE,com raras  exceções em AÇÕES  ainda muito "pequenas"  diante  das  demandas SECULARES,Ultrajantes ,Caóticas,que  pessoalmente  mais que me  INDIGNAM!   Não DESISTIREMOS.

DECRETOS  PARA LEITURA:
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=96083

http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=97641
Liana Utinguassú
Servidora/Presidente organização Yvy Kuraxo

sábado, 5 de maio de 2012


Lua cheia de  Maio  /2012
ALGUNS  "APONTAMENTOS"






Reunimoas  aqui,"alguns informes de Etnias Brasil/América  Latina

Pesquisas de  tempos, Culturas, tradições, Indígenas e  Não Indígenas.. sempre  remetem a REFLEXÕES,curiosidades  ,pois  a  Humanidade  "anda  esquecida",ou adormecida  em umsono profundo, deixando de  "SENTIR as  fases e  faces, das  Luas, a  fala  das  estrelas, o Grande  Conselho Ancestral..
Aqui  buscamos, "apenas"  estimular  a um retomar  destas  conexões  que  falam mais que muitas  palavras..
Hoje, Lua Cheia que tem  infinitas  "relações"  tanto no Ocidente  como Oriente.
Que  possamos sentir  e  ESCUTAR a  Voz  dos Ancestrais,Ontem, Hoje, Sempre.

"Os indígenas que habitam o litoral também conhecem a relação das fases da Lua com as marés. Eles associam as marés às estações do ano para a pesca artesanal. Em geral, quando saem para pescar, seja no rio ou no mar, já sabem quais as espécies de peixe mais abundantes, em função da época do ano e da fase da Lua. Por exemplo, eles pescam a gurijuba (Arius parkeri), o peixe mais tradicional da região de Belém, PA, principalmente entre as fases de lua minguante para a nova, nos meses de outubro e novembro.

Para os guarani, do sul do Brasil, até o ritual do “batismo”, em que as crianças recebem seu nome, depende de um calendário lunissolar: o plantio principal do milho ocorre, geralmente, na primeira lua minguante de agosto. Após a colheita do milho plantado nessa época é que realizam o batismo das crianças. Esse evento deve coincidir com a época do máximo do “tempo novo”, caracterizada pelos fortes temporais de verão, geralmente o mês de janeiro, quando os guarani celebram a colheita do milho e o ritual do batismo."(Fontes  destas  informações  citaremos  abaixo)

O calendário guarani está ligado à trajetória aparente anual do Sol e é dividido em tempo novo e tempo velho (ara pyau e ara ymã, respectivamente, em guarani). Ara pyau é o período de primavera e verão, sendo ara ymã o período de outono e inverno.

O dia do início de cada estação do ano é obtido através da observação do nascer ou do pôr-do-sol, sempre de um mesmo lugar, por exemplo, da haste vertical. O Sol sempre nasce do lado leste e se põe do lado oeste.

No entanto, somente nos dias do início da primavera e do outono, o Sol nasce exatamente no ponto cardeal Leste e se põe exatamente no ponto cardeal Oeste. Para um observador no Hemisfério Sul, em relação à linha leste-oeste, o nascer e o pôr-do-sol ocorrem um pouco mais para o norte no inverno e um pouco mais para o sul no verão. Utilizando rochas, por exemplo, para marcar essas direções, os tupis-guaranis materializavam os quatro pontos cardeais e as direções do nascer e do pôr-do-sol no início das estações do ano.


Análise  Astrológica  ressalta  (Festival Wesak)
Lua Cheia de Wesak que acontecerá na noite deste SÁBADO PARA DOMINGO... O plenilúnio será as 0h35 do domingo.
No contexto planetário atual, A LUA CHEIA vem com força total  ancorada  no "AMOR".
O SOL ESTARÁ EM CONJUNÇÃO COM JÚPITER... o que POTENCIALIZA, AUMENTA O BRILHO DA LUA, ao refletir a LUZ DE JÚPITER ADICIONADA à LUZ DO SOL... por outro lado, por a LUA ESTAR QUASE NO PERIÉLIO, A SUA DISTÂNCIA MENOR à TERRA, O SEU BRILHO GANHARÁ POTÊNCIA E FORÇA.
ESTES DOIS DADOS ASTRONÓMICOS PODEM NOS PRESENTEAR COMO UMA DAS LUAS CHEIAS MAIS LINDAS, BRILHANTES E ENCATADORAS DOS ÚLTIMOS TEMPOS.
Momento especial para ser imantado pela alegria e a vitalidade das forças divinas (regeneradoras) que regem este Mundo!Fontes  das informações:

 
 
 
Brindem A  LUA CHEIA!  Sintam-se, sobretudo escutem-se  e  ESCUTEM A MÃE ,A CRIAÇÃO..





sexta-feira, 4 de maio de 2012

Grande Mãe Xavante

HILDA ZIMMERMANN


HILDA  ZIMMERMANN,
Ontem,hoje e sempre,se  eterniza  em cada um de nós, guiando nossos  passos  agora  das  estrelas, sendo ela  "mais que  uma constelação".
Conheci  e compartilhei alguns momentos   preciosos com Dona Zilda  e  sua  filha  Livia,por  estarmos  na  mesma sintonia, em prol da  Terra  e  dos filhos desta Terra.
A  Encontrei  um ano  atrás,  na 24 de  Outubro,perto do parcão e  sempre  em abraço gostoso e  fraterno ela  me  disse: "Sempre  estaremos  seguindo em frente" Não desistas!
"Hilda,sempre  lhe senti" e  muito me orientei  e  oriento em  sua  trajetória  ,sonhos,ideais  que dispensam aqui"comentários" ,pois seu Espírito fala  por si.
As matérias  e relatos de  suas "pegadas" nos  deixam mais que certezas  do  grau de  Respeito, de admiração,pela Guerreira que  sempre  seguirás  sendo,agora  na Terra Sem Males,yvy Marãeye daqui, nós que  ficamos, temos   mais que  "um dever"! Precisamos seguir  em frente e  tu "Grande  Mãe Xavante"  como  os Xavantes  assim te  denominam, nos  acompanhe daí, porque a "saga que  envolve  as Nações desta Terra, a Terra,nossa  Mãe, sinaliza  seriamente e  está  mais que  na hora de uma  Retomada de  Consciência.
Ojalá possamos fazer  jus  aos teus  ensinamentos, a tua  trajetória abençoada  ,porque  onde  fostes, fizestes  florescer e plantastes  esperanças,com muita  dignidade, Amor!
Até breve Zilda,
Aos familiares,Amigos,nosso profundo sentir,e  eterna  Gratidão,Respeito
Liana Utinguassú
Servidora/Presidente Yvy Kuraxo(Coração da Terra)
Organização focada  em temáticas  Multiétnicas/Indígenas

quinta-feira, 3 de maio de 2012






Assunto: GUARANI COURSE FOR ALL AGES IN DEBATE
Táva Guasu Guarani (The Great Guarani Nation.)
OSCIP GUARANY, program of revitalization of the Guarani in Latin America.

First chat about the Guarani language,
with Teacher Tupã Cabrera

WARNING COMES AI:

Guarani Course for all ages

Module I (= Achegety Alphabet Guarani) the ground.

Module II - How the Alphabet written in Guarani. (The design is based on the unification of the Universal Language Spelling Guarani (Guarani Standard Universal Grammar - NGGU.) The origin of the Guarani language: Ñe'ẽ Avá, Ayvu Avá and Taipu Avá.

Module III.

1. WHAT IS

Written language requires, in practice, certain auxiliary signals to indicate the exact pronunciation of words. These signals accessories written notations are called lexical or diacritics. For the particular case of accents, we know better accent.

a) completed in the acute accent (a, e, o):

tilde: potĩ , porã; puru’ã; poteĩ ; ñakũrũtũ; ñesũ, ñe’ẽ;

c) apostrophe: Yvy'a; ju'i; apu'a; puru'ã; puru'a; ka'i;

2. TYPES OF ACCENT

Our language has only a graphic accent:

a) acute accent (') - Indicates that the accented vowel has tone [b] media [/ b], ie, not open or closed, eg, the pronunciations are the same:

Relé, harém, sapé, aloés, beijá-la-ás, refém, amá-la, ágape, álcali;

Êxodo, âmago, têxtil, boêmia, zênite, tâmisa, anêmona.

There is no caret;

c) There is no grave accent;

d) Appearance practical - In practice, there apena a graphic accent: the treble.Another detail: there is only a graphic accent on syllable (on the vowel), but not every syllable deserves graphic accent

Accentuation of OXÍTONAS

OXÍTONA (definition)

Word which is the last syllable. As for accents, please refer to the following entries.

OXÍTONAS marked

Lead graphic accent (acute accent (') oxítonos all words ending in (a, e, o)

a) a, - Avá; ahá; yvá; jyvá, tesá; apyká; karuhá; tendá;

e, - Amoité; oñondivé, saité,ágãité; rembé; yvaté;

c) o, - Ajapó; amó; ajokó; taguató; chororó;

OXÍTONAS WITHOUT ACCENT

a) Oxítonas ending in "i", "u", "y" - emphasizing oxítonas ending in "i", "u", "y", the graphic accent is prohibited.

a) i, - Ajupi; tiriri, piri, riri; rari; ñemi;

u, - Yguasu; aju; sapeju; juru; kururu;

c) y, - Yvy; Haity; yguy; poty; tajy.

The next meeting of the Language Vocabulary Spelling Guarani - (NGGU) on the theme: Guarani Course for all ages under discussion.

Welcome to this great odyssey of the world Guarani, I am grateful to Ñande Ru (Our Father) create opportunities for me and taught me their language to share with everyone, this marvel!

Teacher Tupã Cabrera
Não deseja receber

quarta-feira, 2 de maio de 2012

                                                              Reflexões  (ENSAIOS...)

 Busco aqui,apenas  compartilhar, se  possivel  colaborar com  "algumas  visões"  dentro de  um testemunho pessoal de  vida,entre  Mundos: Indígena e  Não Indígena.
Você  já  parou para  sentir  o Modo de SER Indígena, seja  na cidade ou  não?

Há  mais de  500  anos, vive-se  um histórico que está  aí  para "pesquisas" em diferentes  "fontes", para  quem tem ou não temacesso a internet, pois  a  temática  é  "secular",as  Etnias  que aqui habitavam, ainda  habitam, com a  "triste e  trágica constatação de  fatos  que  foram ao longo dos tempos  exterminando em massacres   contados, narrados em documentários, filmes, livros, etc...Não penso em aqui cansá-los transcrevendo este  "HISTÓRICO"(é impossivel) ,porém, trazer  para  o cotidiano  ,o dia dia entre  estes  mundos que vivencio desde sempre.

Creio  que  muitos sabem  que  sou Guarani (muito antes do "rótulo Indígena),mas  não custa  aqui "dizer"  que apesar de  outro  "rótulo"  de  mestiça, vim  retomando  ao longo de  mais de  30 anos (completei 50  ontem- 1/05/62)), um reencontro  ancestral de  proporções  infinitas  e  que  não busco aqui  "resumir", espremer  em "palavras",pois também  muitas pessoas   fazem "suas  análises  sobre como  "somos ou não somos"..

O SENTIR, para  quem assim se  dispõem, é mágico e  a  Vida  também. Mas,feito esta "breve"  introdução ao assunto em questão, quero aqui   focar   em "algumas  constatações"  que  são  fruto de  um dia dia  nesta convivência entre  estes mundos, e  com todo um linguajar  "diferenciado e  SENTIR"  totalmente  distinto, entre  as  Culturas  "Indígenas"  e  Não Indígenas, salvo "algumas  semelhanças  que  foram  no transcorrer da história se  "cruzando" e  somando-se.
Vamos  entrar juntos nesta sala, ou neste túnel  e  observar, sentir...
Como  as pessoas  encaram as  Crianças Indígenas,por exemplo?

Vide lista de  adjetivos  abaixo, relacionados   capturando tanto em trocas de  conversas, como na  internet  e  na  sociedade  como um todo, Djuruá(Não Indígena).
As  Crianças  Indígenas  são  "olhadas nas  ruas de  Porto Alegre/RS, ou  em qualquer outro "centro urbano" com olhos de  "piedade", discriminação, repulsa,INDIFERENÇA..
Na  Aldeia  ,para quem  tem oportunidade em visitar, também há um "olhar  de impactos  que  presencio dos  "dois lados", daí a  grande  necessidade de  ir  commuito cuidado nestes "intercâmbios".

Escuta-se  o seguinte:

"Ai.!!!..Coitadas  destas  Crianças! Estão ali expostas  na Rua da  Praia,pobrezinhos,"explorados" ,mendigos, "aparências  tão deficitárias"...
COITADOS!

Outros  ainda  dizem no You tube,"com vídeos"  ,que  "na maior parte das  vezes,"sem permissão", são feitos .colocando  adjetivos   e  frases como:

"INDIOZINHOS"  NA RUA  DA  PRAIA, NO BRIQUE, MENDIGANDO,EM SITUAÇÃO MISERÁVEL! Não deviam estar ali!
Queremos pedir atenção de TODOS(as)  aqui  e apelar  sugerindo:
Porque  Não  publicar diferente??

Por  exemplo,vejam uma "outra  abordagem"  dentro de outra  perspectiva,de SENTIR, com RESPEITO, Valorização...:
"Presença  Guarani /Crianças  "Sagradas",guerreiros(as) Cantando no Brique, na  Rua da  Praia, abençoando  nossos  Domingos, e dias de tamanha  'CORRERIA"!Valorizem,esta  Cultura  Ancestral  que nos  brinda constantemente  ...","quem sabe", adquirindo artesanato, cestarias..
Claro  que  Não  gostamos de  saber  que  as  Crianças,sejam  elas, INDÍGENAS  e Não Indígenas estão  mais  próximas  dos centros  Urbanos, expostas  a Toda  "Violência, Riscos, Seduções, explorações,e  desrespeitos  a  que ficam sendo submetidos, bem como seus Pais, Avós..(que muitas  vezes  estão  junto com as  Crianças) e  Também são maltratados  e  julgados por uma sociedade INSANA,que desconhece  sua  história, e  tampouco busca  SABER, SENTIR..
Seguindo com nosso testemunho..pulemos um pouco  para   um fato  ocorrido  recentemente  em Brasilía,quando  divulgou-se  em diferentes  veículos de comunicação o seguinte:

1)Indio  Guarani-Sepeti Tumultua  sessão do STF; (TUMULTUAR)-  "Pedimos  sua  análise  para  o seguinte: Por  ventura, Não poderia estar  o Parente  Indígena  exercendo  DIREITO  de expressão e  reinvindicando Direitos? Como tantas  outras  "classes",Movimentos Sociais,Até  parlamentares,assim o exercem? Muitas  vezes  aos "TAPAS e  SOCOS- (demonstrando desequilibrio, má  conduta, em  "diversos níveis), que  tamanho TUMULTO o  Parente  gerou para  ser  tratado da forma como foi?Como normalmente  as pessoas se  referem aos "Indígenas"?

2)"Vestido com uma camisa do time de futebol do Vasco da Gama", Sepeti ....(Aqui se    vê  nitidamente  aquele"mau hábito  no JULGAR " A  CAMISETA", é isto??Vestido? Será  que a  'CAMISETA"  influenciou  em  "algo" ? E  que tal  se a  camiseta  fosse  ..."DO BRASIL"? Será  que  o impediriam a  "fala"? Talvez  devesse o  Parente, estar  PINTADO  em sua tradição,mas  capaz que  aí  fosse   baleado  por "Promover "GUERRA"!
Já passaríamos  para  outra  análise de  "posturas e  metodologias  enquadradas dentro de  um sistema  que  "amedronta, oprime,encarcera direitos , descumpre  Leis e  ainda  acredita  estar  "dando EXEMPLO" de ÉTICA, MORAL, BONS COSTUMES, RESPEITO AO MODO DE SER  , "DEMOCRÁTICO", Civilizado,Comportado e  pacato Cidadão...
(PACATO CIDADÃO APAGADO "DA CIVILIZAÇÃO"...).

Depois, seguindo  neste mesmo "fato", sem  DEFESAS  ou Ataques",verifica-se também  visíveis  "choques  Culturais"  de  interpretações de  "GÊNEROS"  ,Ordens, que tem SIM, leituras  distintas;
Também aqui, em caráter pessoal,muitos  me  dizem: 'E  Você"? Defende  aos Indios? É Indigenista? AH!  Mas,  India  Pura  você  "NÃO"  é...

Sem  protagonismos, ou  trazer  para  o "pessoal", com todo Respeito,sempre  digo:"Não  preciso  provar  quem sou, meu  Espírito  fala,meus passos,meu Modo de SER, sentir  sobretudo a  Vida ..mas  se  ainda  assim  quiserem me  "enquadrar"  em  algum rótulo,terei sempre  direito de   "discordar", e  seguir SENDO,isto  é  o que muitas pessoas  não  "entendem".
O Mundo  Ocidental e  Capitalista, Patriarcal, impôs  que   existem dois "tipios  de pessoas". 'As  que TEM e  as  que  Não TEM",em princípio e  Também há  o olhar  dos  que  sentem a  Vida  sobre um prisma Espiritual  e  quem  Sente e  Vive  "apenas  o Corpo Físico", Material  e  nisto, entram todos os Luxos, os  vícios,os  preconceitos, os  absurdos  de  UM MUNDO  de  "espelhos  e Cores", de  Ilusões e  que  "deixa de  SENTIR  O 'Mágico e  Real, da  Criação  que  nos brinda  Todo "SANTO DIA"!

O que  buscamos aqui  compartilhar  é justo deste  olhar  as  "faces da Montanha",através  dos olhos  também de quem "olha esta Montanha",porque  para  as  Populações que  vivem nas  Montanhas  há  Séculos, e  mantém  um 'ELO ANCESTRAL COM as  Montanhas",será  um 'Olhar",UM SENTIR,e  Viver..Mas para  quem  Vive  empilhado  em concreto e mais concreto, afastando tudo que  é vivo   da  sua volta semcolocar "se quer ospés na TERRA", bem...as"previsões  não serão NADA animadoras"...Já se sente...Alguns  Não querem 'VER",outros(poucos ainda),buscam  ,buscam, "outros  tentam tentam...muitos  querem, "poucos  talvez  alcancem", porém  ..Aqui, buscamos  em cada Novo dia, "NÃO  BUSCAR
DESCULPAS  POR NÃO FAZER E  SIM RAZÕES  PARA FAZER",Um Novo Amanhecer de  verdade!  "Respeito ao Modo de SER uns dos Outros,é premissa  "básica",para  galgar  este NOVO! Sobretudo entre  "nos mesmos".
Aguyjevete
Liana Utinguassú-Guarani  Re kó

"Índio tumultua sessão do STF e é expulso"...(http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2012/04/26/indio-tumultua-sessao-do-stf-e-e-expulso/)


Vamos  PARAR  para sentir  e  avaliar  bem a  forma de  abordagem  no referido "ocorrido"..Não se  entrar  aqui no mérito de  estar  o Parente, certo ou errado(até  porque para quem SENTIR irá perceber   razões  óbvias  para   suas  reinvindicações  e  EXPLOSÃO DE EMOÇÕES), mas  a  LINGUAGEM, empregada  na  leitura  da  ação é que  queremos  aqui salientar.tudo que  se  refere  ao Nhanderekó(Modo de Ser,Indígena),segue  outras  bases.Não se  pode  colocar  TUDO em "saco" de  gatos ,aliás,para  NADA, devemos  proceder desta forma, pois  acaba  que sempre  terá  um "Mas"...

A palavra  "Resistência"  Indígena, por exemplo, tem   "diversos " encaixes, olhares,sentimentos...Pessoalmente, não  a  emprego ,porque  prefiro  a palavra   "Existência"  Indígena, e  tampouco  me  faz  sentido, utilizar  métodos  ou  raciocínios  que estejam atrelados de  alguma forma, a leitura da  Ditadura, porque  também não condiz com Modo de SER Indígena,Étnico, Guarani  ou de  qualquer  outra Etnia,me arrisco á  dizer.
Resistencia, Revolução, são empregos  que  "podem"vir a  gerar  "más  interpretrações" dentro do contexto Ocidental , Patriarcal, Capitalista e  limitado.Movimento Indígena é  outra  palavrinha "de duploou mais sentido".

Perguntamos  aqui: "Qual é o seu Antes? O seu 'Antes "  esta  calcado em SER  UM MOVIMENTO? Com todo Respeito aos "Movimentos"  Sociais, Políticos, Partidários...Os  Indígenas são "Pré-Movimento",então,porque  empregar estes termos?
Já  coloquei  esta  opinião em muitos  locais e para  com a comunidade Indígena,porque já  vivenciei  muitos movimentos,utilizando-se  da  Temática Indígena  para  "manobras  outras"...Não  me encaixo  nestas  "rotulações",não as  alimento.(opinião aqui, bem pessoal).

A Postura de  Luta e  Guerra  Indígenas,são outra!

Por isto,resolvi nestes  "ensaios" textuais,  salientar  algumas das  questões  que  são parte deum dia  dia, Indígena e  Não Indigena.
Particularmente,muitas  vezes  sinto  que  nesta "mescla" do antes da colonização e  depois da colonização, arestas ficaram  frouxas, ajustes  devem ser feitos para  que  Não  haja  dúvidas ou  manobras  indevidas dentro de  uma visão  global e Multiétnica.

O intercãmbio  pode  existir, mas  a imposição, as  algemas,  o cárcere  emocional e não emocional, igual  devem  ser dissolvidos  e  a Liberdade de expressão Respeitada, de  SER e Viver como se sente..
São apenas  "alguns  ensaios"  opiniões que  aqui compartilho.Se forútil, agregue, porém, não  sigam estes   adjetivos  Pejorativos, sendo praticados  seja  para   com Crianças  Indígenas   ou Não Indígenas,ou quem quer que seja!
Agradecendo 

Liana Utinguassú


Declaração Universal dos
Direitos dos Povos Indígenas





ONU prepara Declaração Universal dos Direitos dos
Povos Indígenas no ano em que eles são homenageados
Depois de declarar 1993 como o Ano Internacional dos Povos Indígenas, a ONU parece estar perto de adotar a Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas". O projeto da Declaração foi proposto pelo Grupo de Trabalho sobre Populações Indígenas da Subcomissão para a Prevenção da Discriminação e Proteção das Minorias da ONU.
Mesmo sabendo que as normas internacionais são instrumentos criados pelos Estados e para os Estados, é preciso reconhecer que há uma progressiva preocupação pela situação e pela proteção dos povos indígenas no sistema das Nações Unidas. É um fato que, apesar da resistência de alguns governos que já se preparam para se opor à aprovação do projeto da Declaração, nos últimos anos, os povos indígenas passaram a ser reconhecidos pela comunidade internacional como objeto e provavelmente como sujeitos do Direito Internacional.
Esta crescente preocupação, evidentemente, foi marcada pelas pressões feitas pelos povos e organizações indígenas, inclusive nos Fóruns da ONU. É por isso que a Declaração inclui aspectos relevantes sobre os direitos culturais e étnicos coletivos; o direito à terra e aos recursos naturais; a manutenção das estruturas econômicas e os modos de vida tradicionais; o direito consuetudinário; e o direito coletivo à autonomia.
O mais relevante nesta crescente preocupação pelos direitos humanos dos povos indígenas é a mudança de ênfase dos direitos universais individuais" para os "direitos humanos coletivos".
Mesmo com as devidas reservas por tratar-se de normas desenvolvidas pelos governos e para os governos - esta atenção aos direitos coletivos, a desejada aprovação da Declaração Universal sobre Direitos Indígenas e a sua ratificação pelos Estados subscritores configuram um novo espaço internacional no qual os povos indígenas poderão continuar a luta tanto para melhorar quanto para mudar a situação de discriminação e opressão a que têm estado submetidos nos últimos séculos no seio dos diferentes Estados Nacionais.

Parágrafos preambulares
1 - Afirmando que todos os povos indígenas são livres e iguais em dignidade e direitos, de acordo com as normas internacionais, e reconhecendo o direito de todos os indivíduos e povos de serem distintos e de considerarem-se distintos, e serem respeitados como tais;
2 - Considerando que todos os povos contribuem para a diversidade e a riqueza das civilizações e culturas, as quais constituem patrimônio comum da humanidade;
3 - Convencidos de que todas as doutrinas, políticas e práticas de superioridade racial, religiosa, étnica ou cultural são cientificamente falsas, legalmente inválidas, moralmente condenáveis e socialmente injustas;
4 - Preocupados com o fato de os povos indígenas terem sido freqüentemente privados de seus direitos humanos e liberdades fundamentais, tendo como resultado a perda de suas terras, territórios e recursos, assim como a pobreza e a marginalização;
5 - Celebrando o fato de que os povos indígenas estão se organizando para pôr fim a todas as formas de discriminação e opressão onde quer que ocorram;
6 - Reconhecendo a urgente necessidade de promover e respeitar os direitos e características dos povos indígenas, que se originam em sua história, filosofia, culturas, tradições espirituais e outras, assim como em suas estruturas políticas, econômicas e sociais, especialmente seus direitos a terras, territórios e recursos;
7 - Reafirmando que os povos indígenas, no exercício de seus direitos, deveriam ver-se livres de discriminação adversa de todo tipo;
8 - Respaldando os esforços para consolidar e fortalecer as sociedades, culturas e tradições dos povos indígenas, através de seu controle sobre os processos de desenvolvimento que afetem a eles ou às suas terras, territórios e recursos;
9 - Enfatizando a necessidade da desmilitarização das terras e territórios dos povos indígenas, o que contribuirá para a paz, a compreensão e as relações amistosas entre os povos do mundo;
l0 - Enfatizando a importância de dar especial atenção aos direitos e necessidades das mulheres, jovens e crianças indígenas;
11 - Convencidos de que os povos indígenas têm o direito de determinar livremente suas relações com os Estados nos quais vivem, num espírito de coexistência com outros cidadãos;
12 - Ressaltando que os Convênios Internacionais sobre os Direitos Humanos afirmam a fundamental importância do direito à autodeterminação, assim como o direito de to. dos os seres humanos de procurar seu desenvolvimento material, cultural e espiritual em condições de igualdade e dignidade;

13 - Tendo em conta que nada nesta Declaração pode ser usado como justificativa para negar a qualquer povo seu direito à autodeterminação;
14 - Conclamando os Estados a cumprir e implementar efetivamente todos os instrumentos internacionais aplicáveis aos povos indígenas;
15 - Solenemente proclamamos a seguinte Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas:

Parágrafos operativos
Parte 1
1 - Os povos indígenas têm o direito à autodeterminação, de acordo com a lei internacional. Em virtude deste direito, eles determinam livremente sua relação com os Estados nos quais vivem, num espírito de coexistência com outros cidadãos, e livremente procuram seu desenvolvimento econômico, social, cultural e espiritual em condições de liberdade e dignidade.
2 - Os povos indígenas têm o direito ao pleno e efetivo desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais reconhecidos na Carta das Nações Unidas e outros instrumentos internacionais de direitos humanos.
3 - O povos indígenas têm o direito de serem livres e iguais a todos os outros seres humanos em dignidade e direitos, e de serem livres de distinção ou discriminação adversa de qualquer tipo baseada em sua identidade indígena.

Parte II
4 - Os povos indígenas têm o direito coletivo de existir em paz e segurança como povos distintos e de serem protegidos contra o genocídio, assim como os direitos individuais à vida, integridade física e mental, liberdade e segurança da pessoa.
5 - Os povos indígenas têm o direito coletivo e individual de manter e desenvolver suas características e identidades étnicas e culturais distintas, incluindo o direito à auto -identificação.
6 - Os povos indígenas têm o direito coletivo e individual de serem protegidos do genocídio cultural, incluindo a prevenção e a indenização por:
a) qualquer ato que tenha o objetivo ou o efeito de privá-los de sua integridade como sociedades distintas, ou de suas características ou identidades culturais ou étnicas;
b) qualquer forma de assimilação ou integração forçadas;
c) perda de suas terras, territórios ou recursos;
d) imposição de outras culturas ou formas de vida;
e) qualquer propaganda dirigida contra eles.
7) Os povos indígenas têm o direito de reviver e praticar sua identidade e tradições culturais, incluindo o direito de manter, desenvolver e proteger as manifestações de suas culturas, passadas, presentes e futuras, tais como os sítios e estruturas arqueológicas e históricas, objetos, desenhos, cerimônias, tecnologia e obras de arte, assim com o direito à restituição da propriedade cultural, religiosa e espiritual retiradas deles sem seu livre e informado consentimento ou em violação às suas próprias leis.
8) Os povos indígenas têm o direito de manifestar, praticar e ensinar suas próprias tradições espirituais e religiosas, costumes e cerimônias; o direito de manter, proteger e ter acesso em privacidade aos sítios religiosos e culturais; o direito ao uso e controle de objetos cerimoniais; e o direito à repartição de restos humanos.
9) Os povos indígenas têm o direito de reviver, usar, desenvolver, promover e transmitir às futuras gerações suas próprias línguas, sistemas de escrita e literatura, e designar e manter os nomes originais de comunidades, lugares e pessoas. Os Estados tomarão medidas para assegurar que os povos indígenas possam atender e serem entendidos nos procedimentos políticos, legais e administrativos, quando seja necessário, através da provisão de intérpretes ou outros meios efetivos.
10) Os povos indígenas têm o direito a todas as formas de educação, incluindo o acesso à educação em suas próprias línguas, e o direito de estabelecer e controlar seus próprios sistemas educacionais e institucionais. Os recursos serão proporcionados pelo Estado para estes propósitos.
11) Os povos indígenas têm o direito à dignidade e à diversidade de suas culturas, histórias, tradições e aspirações refletidas em todas as formas de educação e informação públicas. Os Estados tomarão medidas efetivas para eliminar os preconceitos e fomentar a tolerância, entendimento e boas relações.
12 Os povos indígenas têm o direito ao uso e acesso a todas as formas de meios massivos de comunicação em suas próprias línguas. Os Estados tomarão medidas efetivas para alcançar este fim.
13 - Os povos indígenas têm o direito a uma adequada assistência financeira e técnica, por parte dos Estados e, através da cooperação internacional, de procurar livremente seu próprio desenvolvimento econômico, social e cultural, e para o gozo dos direitos contidos nesta Declaração.

(Parágrafo operativo a ser numerado)
Nada nesta Declaração pode ser interpretado no sentido de implicar para qualquer Estado, grupo ou indivíduo o direito de empreender quaisquer atividades ou realizar quais. quer atos contrários à Carta das Nações Unidas ou à Declaração Internacional de Princípios de Direitos 50bre Relações Amistosas e Cooperação entre os Estados de acordo com a Carta das Nações Unidas.

Parte III
14 - Os povos indígenas têm o direito de manter sua distintiva e profunda relação com suas terras, territórios e recursos, os quais incluem o total ambiente da terra, água, ar e mar, que eles tradicionalmente ocupam ou usam de outra maneira.
15 - Os povos indígenas têm o direito coletivo e individual de possuir, controlar e usar as terras e territórios que eles têm ocupado tradicionalmente ou usado de outra maneira. Isto inclui o direito ao pleno reconhecimento de suas próprias leis e costumes, sistemas de posse da terra e instituições para o manejo de recursos, e o direito a medidas estatais efetivas para prevenir qualquer interferência ou abuso destes direitos.
16 - Os povos indígenas têm o direito à restituição, e na medida em que isto não seja possível, a uma justa ou equitativa compensação pelas terras e territórios que hajam sido confiscados, ocupados, usados ou sofrido danos sem seu livre e informado consentimento. A menos que se acorde livremente outra coisa pelos povos envolvidos, a compensação tomará preferivelmente a forma de terras e territórios de qualidade, quantidade e status legal pelo menos iguais àqueles que foram perdidos.
17 - Os povos indígenas têm o direito à proteção de seu ambiente e à produtividade de suas terra e territórios, e o direito à assistência adequada, incluindo a cooperação internacional para este fim. A menos que outra coisa seja acordada livremente pelos envolvidos, as atividades militares e o armazenamento ou depósito e de materiais perigosos não poderão ser feitos em suas terras e territórios.
18 - Os povos indígenas têm o direito a medidas especiais de proteção, como propriedade intelectual, de suas manifestações culturais tradicionais, como a literatura, desenhou, artes visuais e representativas, cultos, conhecimentos médicos e conhecimento das propriedades úteis da fauna e da flora.

(Parágrafo operativo a ser numerado)
Nenhum dos povos indígenas poderá, em nenhum caso, ser privado de seus meios de subsistência.

Parágrafos operativos revisados pelo Presidente/ informante:
Parte IV
18 - "O direito de manter e desenvolver, dentro de suas áreas de terras e outros territórios, suas estruturas econômicas, instituições e modos de vida tradicionais, de ter asseguradas suas estruturas econômicas e modos de vida tradicionais, de ter assegurado o desfrute de seus próprios meios de subsistência tradicionais, e de dedicar-se livremente às suas atividades econômicas tradicionais e outras, incluindo a caça, pesca de água doce e salgada, pastoreiro, coleta, corte de árvores e cultivos, sem discriminação adversa. Em nenhum caso pode um povo indígena ser privado de seus meios de subsistência. Eles têm o direito a uma justa e equitativa compensação pelos bens de que foram privados".
19 - "O direito a medidas estatais especiais para a melhoria imediata, efetiva e continua de suas condições sociais e econômicas, com seu consentimento, que reflitam suas próprias prioridades".
20 - "O direito de determinar, planejar e implementar todos os programas de saúde, moradia e outros programas sociais e econômicos que os afetem e, na medida do possível, desenvolver, planejar e implementar tais programas através de suas próprias instituições".

Parte V
21 - "O direito de participar em pé de igualdade com todos os outros cidadãos e, sem discriminação adversa, na vida política, econômica, social e cultural do Estado, e de ter seu caráter específico devidamente refletido no sistema legal e nas instituições políticas, sócio - econômicas e culturais, incluindo, em particular, uma adequada consideração e reconhecimento das leis e costumes indígenas".
22 - "O direito de participar plenamente nas instituições do Estado, através de representantes eleitos por eles mesmos, na tomada de decisões e na implementação de todos os assuntos nacionais e internacionais que possam afetar seus direitos, vida e destino".
"(b) O direito dos povos indígenas de participar, através de procedimentos apropriados, determinados em conjunto com eles, na concepção de leis ou medidas administrativas que possam afetá-los diretamente, e de obter seu livre consentimento através da implementação de tais medidas. Os Estados têm o dever de garantir, o pleno exercício desses direitos".
23 - "O direito coletivo à autonomia em questões relativas a seus próprios assuntos internos e locais, incluindo a educação, informação, meios de divulgação, cultura, religião, saúde, moradia, bem-estar social, atividades econômicas e administrativas de terras e recursos e o meio ambiente, assim como gravames impositivos internos para financiar estas funções autônomas".
24 – "O direito de decidir sobre as estruturas de suas instituições autônomas, seleção dos membros de tais instituições de acordo com seus próprios procedimentos, e determinar os membros dos povos envolvidos para estes propósitos; os Estados têm o dever, onde assim o queiram os povos envolvidos, de reconhecer tais instituições e seus membros, através dos sistemas legais e instituições políticas do Estado".
25 - "O direito de determinar as responsabilidades dos indivíduos com suas próprias comunidades, coerentes com os direitos humanos e liberdades fundamentais universalmente reconhecidos".
26 - "O direito de manter e desenvolver contatos, relações e cooperações tradicionais, incluindo intercâmbio cultural, social e comercial, com seus próprios parentes e amigos, através das fronteiras estatais e a obrigação de o Estado adotar medidas para facilitar tais contatos".
27 "O direito de exigir que os Estados cumpram os tratados e outros acordos concluídos com os povos indígenas, e de submeter qualquer disputa que possa surgir nesta matéria a instâncias competentes, nacionais ou internacionais".

Parte VI
28 - "O direito coletivo e individual de acesso e pronta decisão a procedimentos justos e mutuamente aceitáveis para resolver conflitos ou disputas e qualquer infração, pública ou privada, entre os Estados e os povos, grupos ou indivíduos indígenas. Estes procedimentos deveriam incluir, como for apropriado, negociações, mediação, arbitragem, cortes nacionais e revisão e mecanismos de apelação sobre direitos humanos, regionais e internacionais".

Parte VII
29 - "Estes direitos constituem as normas mínimas para a sobrevivência e o bem-estar dos povos indígenas do mundo".
30 - "Nada desta Declaração pode ser interpretado no sentido de implicar para qualquer Estado, grupo ou indivíduos, o direito de empreender qualquer atividade ou realizar qualquer ato destinado à destruição de qualquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos".